Confira na íntegra a entrevista com a autora Jodi Meadows e suas personagens

escrito por Rafael Fernandes

Perguntas para Jodi Meadows, autora de Almanova:


· Quando você começou a escrever a trilogia Incarnate, ela sempre foi uma trilogia? Você já sabia toda a história antes de começar ou ela foi surgindo à medida que você ia escrevendo? Você mudou alguma coisa depois que os fãs leram o primeiro livro?

Jodi Meadows (JM): Eu sempre soube que seria uma trilogia. Antes de começar a escrever Almanova, eu escrevi a sinopse... que se transformou em três sinopses, logo três livros. E por causa dessas sinopses eu já tinha uma linha da história para seguir. Mas uma coisa bem significativa foi mudada depois que terminei de escrever o livro 1. (Só que eu não vou contar o que mudou, é segredo!). Mas não foi porque alguém comentou sobre isso, mas sim porque eu percebi que a forma original não era a melhor para a história.

· Você acredita em reencarnação? E em alma gêmea? Já encontrou a sua nesta vida?

JM: Reencarnação não faz parte das minhas crenças, mas eu acho fascinante. Quando minha irmã e eu éramos mais novas costumávamos brincar de faz de conta, onde nesse mundo éramos princesas reencarnadas originárias de um mundo ficcional.

Quanto a almas gêmeas – talvez. Eu sou muito feliz casada! 

· Qual a sua relação com a música? Você toca algum instrumento? 

JM: Eu sempre me senti muito conectada com a música, desde bem jovem. Com 11 anos eu aprendi a tocar flauta. Eu era boa nisso!

· Existe alguma característica sua que você exportou para um personagem de Almanova? Se sim, qual personagem e característica?

JM: Eu não coloco minhas características específicas nos meus personagens, porém nós temos algumas similaridades. Eu e Ana frequentemente nos sentimos inseguras sobre as coisas que amamos, enquanto eu e Sam somos vistos como amigos de boa índole, sempre presentes para ajudar.


· Onde você se inspirou para criar algo tão único como a mitologia da trilogia Incarnate? 

JM: Eu não me lembro! Tive a ideia uns três anos antes de começar a escrever. Lembro que adorei a ideia, mas pensei que seria bastante complicado escrevê-la. Então, eu a deixei de lado e trabalhei em outras coisas nesse meio tempo. Só quando eu senti que estava preparada para o desafio de desenvolver essa história é que eu peguei as anotações iniciais e comecei a escrever a trilogia Incarnate.

Do blog Moonlight Books:

· Jodi, por que a escolha de reencarnação como base de sua série? Foi proposital, de maneira a levantar a questão de segundas chances para reparar os erros, ou de nos mostrar que exatamente por não saber se há como melhorar a cada vida, devemos dar o nosso melhor agora? 

JM: Não costumo sentar e pensar: “Tudo bem, vou escrever uma história com essa ideia”. Para mim, as histórias vêm do meu subconsciente. Já escrevi muitas histórias sobre muitas coisas, e a trilogia Incarnate é a primeira que eu gostei o suficiente para publicar. Aconteceu de ser sobre reencarnação.

Mas eu amo a ideia de segundas chances, de levar os projetos adiante e nunca sentir que o tempo está escorrendo pelas suas mãos e você não conseguirá realizar seus sonhos e objetivos de vida.

Perguntas para a protagonista Ana:

· Ana, sua mãe sempre te tratou muito mal. Você ainda deseja ter filhos? Se sim, como pretende cuidar deles? Você tem ideia que seu filho pode ser mais velho que você? 

ANA: Ela me tratou bem mal mesmo. Eu não sei se quero ter filhos, mas ainda não quero fechar essa possibilidade completamente. Eu acho que um dia... talvez... Mas não agora. Eu quero viver minha vida primeiro.

Acho que seria uma boa mãe para alguém. Se tivesse alguém. Mas a ideia de o meu filho ser uma almavelha é bastante intimidante! Uma Almanova não saberia os erros que eu cometeria como mãe de primeira viagem...

· Ana, despois das aventuras que você viveu em Almanova, você acredita em um Deus único, Janan, ou você pensa que existe algum outro por aí olhando por você? 

ANA: Para ser sincera, Janan me assusta.

Do blog It Cultura:

· Ana, como você reagiria se Sam morresse e você tivesse que lidar com ele em um corpo de bebê e criança?

ANA: Eu acho que não reagiria muito bem. Talvez outra pessoa esteja mais acostumada a lidar com a pessoa que você ama morrendo e voltando em idades inconvenientes, mas eu não estou. Não quero que o Sam morra. Você acha que ele vai morrer? Se ele morrer, a culpa é SUA!

Do blog Leitura ao Cubo:

· Ana, você espera se transformar em uma almavelha ou você acredita que essa é a sua única vida? Você acha que é o futuro de Range ou um atraso para a sociedade?

ANA: Eu... não sei. Eu gostaria de responder que sim. Que eu acho que reencarnarei. Mas como sou a primeira Almanova desde sempre, é difícil afirmar o que irá acontecer. Estou assustada, com medo de não voltar. Então minha vida é agora e tenho que vivê-la. Talvez seja a única que terei.

Do blog Livrólogos:

· Ana, como você realmente se sente depois de tudo o que descobriu no livro 1 (Almanova)? Você acredita que há mais na sua existência que um erro? 

ANA: Eu ainda estou surpresa com tudo que aprendi com Menehem. Não quero ser um erro – Mas existem provas em contrário. O experimento dele deu errado e eu nasci. Isso parece um erro, não? Mas não tenho que viver a minha vida como se fosse um erro também. Eu ainda posso viver intensamente e fazer algo bom com ela!


· Se você reencarnasse em um corpo masculino, como se sentiria?

ANA: Eu não sei. Imagino que as pessoas se sintam normais com isso. E talvez seja legal ter um corpo mais alto.

Entrevista com Sam:


· Sam, sabemos da sua história com a Ciana. Entre nós, fale a verdade. Seus sentimentos para com a Ana são reais ou uma consequência por Ciana não estar mais por aqui? Você acredita em alma gêmea? A Ana é a sua?

SAM: Meus sentimos por Ana são reais. Eu me importava profundamente com a Ciana, e acho que para sempre irei. Mas sempre foi mais um sentimento de amigo que qualquer outra coisa.

Se você me perguntasse se eu acredito em almas gêmeas antes da Ana aparecer, como a cerimônia de rededicação significa, eu diria que não acredito. Mas... Ana me faz querer acreditar.

Do blog Livrólogos:

· Sam, parece que as pessoas de Range desenvolveram uma rotina ao longo dos séculos de nascimentos e renascimentos. Você lembra algum segredo que ficou esquecido ao longo dos anos para nos contar? 

SAM: É verdade, as pessoas desenvolvem rotinas... Isso é a coisa boa e ao mesmo tempo ruim de viver em Heart. Não acontecem muitos eventos inesperados, então não tenho muitas coisas para me preocupar. O problema é que a sociedade fica estagnada.

Quanto aos segredos – várias coisas são melhores se deixadas como segredos. A maioria não são segredos meus para contar.

Do blog Leitura ao Cubo:

· Sam, você é o cara mais perfeito, maravilhoso, lindo que já foi escrito. Se não tivesse tantas regras na sociedade de Heart, como seria seu amor por Ana? Você agiria de alguma forma diferente? 

SAM: Wow... hum... Obrigado. Não tenho muita certeza como responder a isso...

Sobre as regras. Em algumas coisas, as regras ajudam. Elas forçaram uma distância entre eu e Ana, o que é bom, porque não quero que ela se sinta presa comigo. Mas é frustrante também, porque eu me importo muito com ela. Mas posso esperar. Uma coisa boa de ter vivido tanto tempo é que tenho paciência. Mesmo que a sociedade não tivesse tantas regras, sempre terá uma que seguirei, não importa o quê: iremos na velocidade que a Ana desejar.


· Você muda de sexo entre vidas, e já foi homem e mulher ao longo das vidas. Você se sente mais confortável sendo homem ou mulher? Qual o gênero que você sente que sua alma é? 

SAM: Eu não acredito que minha alma possui gênero. Normalmente sou homem, porém já fui mulher algumas vezes. Além das diferenças biológicas básicas, isso nunca me afetou. Eu estou feliz sendo o que eu for. Simplesmente gosto de viver.

Do blog Moonlight Books:

· Depois da Ana, a música virou sua segunda paixão? 

SAM: Essa é uma pergunta complicada. Ambas são minhas paixões. Eu sempre tive a música – por mais tempo do que posso lembrar – e a Ana é nova e maravilhosa. Como eu não sei se ela irá reencarnar, quero passar o maior tempo que puder com ela. Ainda bem que ela ama música também, então podemos dividir essa paixão e não tenho que deixar nada de lado.

Questões para Stef:


· Stef, como você se sente mudando de gênero entre as vidas? Você se sente mais confortável como homem ou mulher?

STEF: É normal mudar de gênero. Já fui homem durante muitas vidas, mas nessa vida sou uma mulher. Sinto-me confortável em ambos. Como Sam, também não acredito que a alma tenha sexo.


· Stef, em uma determinada parte da história que nos foi contada você parece ter ciúmes da relação do Sam com a Ana. Suas ações foram movidas apenas pela amizade que nutre por Sam ou se na verdade, você esconde um sentimento ainda mais profundo por ele, graças aos milhares de anos em que permaneceram lado a lado?

STEF: Essa é uma questão bastante pessoal. Não é da sua conta, é? (Ana provavelmente não estará por aqui depois dessa vida, mas eu estarei. Então ela pode ter Sam por agora. Ela merece um pouco de felicidade. Eu posso esperar).


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