Review - Tão Forte e Tão Perto

escrito por Rafael Fernandes

Título Original: Extremely Loud and Incredibly Close
Título Traduzido: Tão Forte e Tão Perto
Direção: Stephen Daldry
Lançamento: 2011
Trailer: Youtube
Duração: 129 minutos
Download: Aqui
Nota: 5 de 5

Sinopse
Aos 11 anos de idade, Oskar Schell é uma criança excepcional: inventor amador, admirador da cultura francesa, pacifista. Depois de encontrar uma misteriosa chave que pertencia a seu pai, que morreu no World Trade Center no 11/09, ele embarca em uma incrível jornada, uma urgente e secreta busca por um segredo pelas cinco regiões de Nova York. Enquanto Oskar vaga pela cidade, ele encontra pessoas de topos os tipos, todos sobreviventes em seus próprios caminhos. Por fim, a jornada de Oskar termina onde começou, mas com o consolo da experiência mais humana de todas: o amor.

Opinião:
Assistir a um filme com um tema tão difuso e complexo como a Síndrome de Asperger é totalmente tocante. Não costumo gostar e nem assistir filmes de drama, mas com uma história como esta, tão bem dirigida e feita, não tem como resistir.

Síndrome de Asperger é uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. (Fonte)

Oskar Schell é o personagem principal do filme, uma criança adorável, ele perde seu pai no 11 de setembro, de modo trágico, ele fica sabendo que seu pai morre instantes antes das torres gêmeas serem atingidas, até mesmo ouvindo a voz de seu pai pela secretária eletrônica, apenas não conseguia atender ao telefonema e deixava...

A interpretação do personagem de Oskar foi uma das melhores que já vi, interpretar alguém que tem essa Síndrome, não deve ser nada fácil, e o jeito como ele falava, agia, dava pra perceber como era difícil.

Depois que ele encontra certa chave no quarto de seu pai, um ano depois do 11/9, ele começa  a investigar aonde aquela se encaixaria, visitou todas as pessoas que tinham nome Black, visto que o nome estava no envelope da chave, em cada visita que fazia tentava descobrir o paradeiro da chave, encaixava em todo trinco que passava e sem perceber conhecia pessoas de diferentes culturas e também com seus mesmos sentimentos de perda.

Oskar não aceitava o amor de sua mãe, ele só considerava o amor sincero e total de compreensão de seu pai, e ele se sentia sozinho por causa disso. Eu via suas crises, de se auto beliscar e não acreditava, achei um tanto apelativo ter que mostrar isso num filme, mas foi bom ter visto, porque eu não sabia que autistas faziam aquilo.

Enfim, o final é de arrancar muitos marmanjos para chorar, eu recomendo para todos, é um filme inteligente, com uma tema bom pra ser discutido e revisto à sociedade, tanto é que se menciona o fatídico dia do 11 de setembro várias vezes no filme. 

O melhor de tudo é que o filme emociona muito a gente, Oskar não demonstrava somente amor, mas ele mostrava com palavras e gestos. Para sua mãe, mesmo sofrendo entendia seu filho, os dois não tinha uma relação igual à que tinha com o pai, as se amavam de outro forma.

Aprendi com o filme que não precisamos de mais um motivo para continuar a vivendo se já temos amor o suficiente e que temos que ganhar mais forças para encarar a vida quando perdemos quem mais amamos. Amei o filme!


7 Comentaram:

  1. Amei esse filme, demais! Só me irritei um pouco com o Oskar no começo, mas depois acabei acostumando, visto que toda a personalidade dele é afetada pela síndrome. Sua atuação é brilhante e o filme me arrancou muitas lágrimas...


    Bjs, Kel - www.itcultura.com

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  2. Até que enfim, o disqus aceita seu comentário... Todos comemoram...
    Ah, eu nunca consigo chorar em filmes, mas que a emoção pra chorar vem isso não posso negar, lindo esse filme mesmo! ^^

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  3. Você assistiu dublado? Eu não tenho nada contra filmes dublados mas às vezes a "voz do Oskar" irritava muito. Mas isso não prejudicou muito minha opinião quanto ao filme. Soube que o filme é baseado no livro
    "Extremamente Alto & Incrivelmente Perto", um livro que não pretendo ler pois se o filme é assim, imagine então o livro... É emoção demais para mim.
    Enfim, o filme é muito bom mesmo.

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  4. Emoção a mil, tem o livro, nem sabia, nem quero ler, já vi o filme, mas o livro deve ser bom, mudei de opinião, quero ler o livro, rs. Eu vi dublado sim, mas tinha legenda embaixo em português, mas ignorei, e consegui ver tudoooooo, a voz do Oskar é gostosa de ouvir, eu gostei... espero ler esse livro kkkk bj

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  5. Olá!!


    ainda não vi esse filme, mas creio que irei gostar bastante, tanto por eu gostar de filmes de drama como por abordar esse tema. Conheço crianças autistas e me fascinei pelo seu universo, desde o primeiro dia! *o*


    Beijos,
    Samantha MonteiroWord In My Baghttp://wordinmybag.blogspot.com.br/

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  6. Não acredito que ainda não tinha nem ouvido falar desse filme. Acho que é o tipo de filme que eu gosto, porque adoro dramas e esse tipo de trama realmente mexe comigo.

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